CAMPÃO PRETO

 Campão Preto

Coletivo de cinema negro capacita 12 jovens (pretos ou pardos) para a produção de roteiro com mentoras de referência nacional

 

 




Campão Preto, é um projeto criado por nove profissionais da área e é o 1° Laboratório de Roteiros de Curtas é uma iniciativa voltada para a capacitação de cineastas negros em escrita cinematográfica para curtas-metragens. Seu objetivo é auxiliar os roteiristas na transição de ideias potentes para o papel e acentuar a importância das narrativas feitas por cineastas negros em Campo Grande.

 Segundo os idealizadores do projeto, diante da realidade audiovisual de Campo Grande, é notória a ausência de capacitação e a sub-representação das vozes negras no audiovisual. A população negra, vivendo e construindo narrativas diárias em Campo Grande, carece de espaços seguros para ecoar suas histórias, para transformar suas vivências em roteiros. Reconhecemos a urgência de criar um ambiente onde essas histórias possam ser criadas, onde vozes negras possam reverberar e redefinir a paisagem cultural da cidade.



  Foram 12 vagas para jovens pretos e pardos de 16 a 30, não sendo necessária experiência anterior. 

  As mentoras do projeto são Francine Barbosa, que já trabalhou no desenvolvimento de obras seriadas como "A Revolta dos Malês" (SescTT), "Irmandade" (Netflix), "As Five" (Globoplay) e "Sentença" (Prime Video), e Maíra Oliveira. Maíra é roteirista, escritora e diretora, tendo como destaque projetos do Prime Video, Netflix, HBO, Paramount e Disney Plus


 
No laboratório, houve oficina presencial nos dias 20 e 21 de abril, contendo conceitos básicos de roteiro, exercícios individuais e coletivos para criação dos projetos de curta metragem dos participantes.

 Entre 13 e 31 de maio houve o momento de leitura e avaliação de roteiros, em que a monitoria avaliou cada um dos roteiros, incluindo sessões de uma mentoria individual. Cada participante terá dois encontros em sessões de 30 minutos com a monitora para discutir e receber os feedbacks sobre seu roteiro.


 O projeto contou com uma mesa redonda com roteiristas nacionais e locais para falar sobre suas experiências, além de uma mesa com representantes do movimento negro. E teve como objetivo obter como resultado 5 roteiros que tenham sido e criados neste processo.





          Também apoiaram o projeto no Instituto Federal de Mato Grosso dos Sul - NPD, o COIDI - Proex IFMS e o NEABI - Campus Campo Grande

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